Sem culpa–a catedral


– Eu falei que era perigoso. Era para ser só um caso, coisa rápida, coisa de uma noite… Duas, no máximo. Mas não foi… – o tom dela era ameno, explicativo, pois estava apenas afirmando o óbvio, era necessário falar, no entanto, desafogar o peito, ter a certeza de que não era apenas ela que … Continuar lendo Sem culpa–a catedral

Criançando


Dentre desenhos e doces Pipas e piões Em tudo que tu fosses Seríamos seus guardiões   Promessa complicada Que só o amor permite cumprir Galgando os pais tal escada Ao devir e ao porvir   Gira no quintal, abraça a perna do adulto Se esconde pra brincar com o mundo Fala de noite, tem medo … Continuar lendo Criançando

Ode à bagunça


Duas mulheres sentadas em um sofá em um fim de noite após um encontro entre amigos. A casa está desarrumada, copos espalhados. Entre elas há uma garrafa de vinho pela metade. Chegaram ao ponto em que não há timidez…  – A verdade da vida, minha querida, é que os homens de verdade gostam de bagunçar … Continuar lendo Ode à bagunça

Uma quarta qualquer – Parte V


As coisas da vida O tratamento odontológico teve de seguir por mais algum tempo e a amizade deles seguiu pelo mesmo período. Sentiam-se muito à vontade entre si, inspiravam-se. Porém, quando o nome de Bianca M. já não era mais constante na agenda do doutor, foram diminuindo o contato que tinham pouco a pouco… Pelos … Continuar lendo Uma quarta qualquer – Parte V

Uma quarta qualquer – Parte II


Curiosidades perigosas Certo dia, enquanto estavam sozinhos na sala, Bianca não se aguentou e perguntou o que Nando havia pensado dela no primeiro dia em que se encontraram. Ele riu e disse que tinha sido cativado pelo jeito afobado dela, que a achou uma pessoa interessante no minuto em que ela ali pisou. Fernando devolveu … Continuar lendo Uma quarta qualquer – Parte II

Uma quarta qualquer – Parte I


Ela entrou afobada na recepção do consultório. – Olá, estou um pouco atrasada, mas preciso ser atendida hoje porque tenho um compromisso amanhã e essa dor está me matando. Pode verificar que meu nome deve estar aí, o doutor está aí? Posso entrar já? Ele estava sentado atrás da escrivaninha e, diante daquela entrada agitada, … Continuar lendo Uma quarta qualquer – Parte I