Livre e sagrada

Há algo de sagrado nela, algo que é difícil de identificar e de dizer. Talvez seja sua liberdade… É isso! Ela é sagrada e livre, como uma linha sem ponto final, eternamente aberta

Mesmo presa ao chão, mesmo que a empurrem num cotidiano sufocante, ela não quebra, não cede.

Ela chora, sem dúvida, pois seu peito grita quando tentam enjaular sua mente. E às vezes lhe falta o ar ou começa a arfar, mesmo que o corpo não tenha se posto em movimento. Ela respira forte e expulsa o ar, meio que para ajudar a aguentar todo o peso dos grilhões ao seu redor.

Mas ela não cede, não desiste. Ela sorri em segredo, pois é livre em si. Porque, por mais que tenha medo, ela sabe que ainda é cedo, e será infinitamente cedo, para desistir de seus sonhos por gritos e olhares que lhe lançam.

Ela se move como o vento, desliza pelo mundo, vive como num suspiro profundo e num olhar apaixonado. Pois que vê um pouco além, do que os outros dizem e do vai e vem, sente a mão de Deus e seu bem e que foi feita como um alguém.

E por mais que a empurrem a objeto, ela está sempre sem teto, pois o céu é seu cobrir. Não dá para segurar, uma menina livre a caminhar, pela vida sagrada e sem fim. Porque seu nome é liberdade, o luar a sua verdade e seu sorriso é seu sim.

É um sorriso iluminado, que só surge quando adequado, e quando o peito autoriza. Porque se ela não sente no coração, “nem adianta, meu irmão”. Ela se esvai como uma brisa.

Não dá para conter, controlar ou sufocar. É até engraçado: se a deseja a seu lado, ame e tenha querer, mas não a amarre a você. Lembre-se do algo sagrado, menina livre num céu estrelado, porque ela musa da noite, zéfiro fresco a se mover.

Dos brilhos vistos no anoitecer, ela é o maior lumiar sobre você, aquela nunca acabada. Porque se a noite é densa e parece vencer, mesmo no silêncio ela vem dizer, “eu sou sua musa no céu, cheia e prateada”!

Publicado por

RDS

Jornalista, escritor, metido a poeta e comediante. Adorador de filmes e livros, quem sabe um filósofo desocupado. Romântico incorrigível. Um menino que começou a ter barba. Filho de italianos, mas brasileiro. Emotivo, sarcástico e crítico, mas só às vezes.

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