Ainda melhor que a morte

Da série Poemas contra o fim do mundo. Lirismo para nos salvar da maldade, da ansiedade, do medo e, muitas vezes, de nós mesmos.

#poemascontraofimdomundo

Às vezes, é preciso rir para não chorar

Outras ir para poder ficar

Às vezes nosso amor é uma vingança

Outras é prisão sem chave, sem fiança

Tem horas em que somos suficientes

A nós mesmos e a quem nos rodeia

Há outras em que somos os doentes

Que precisam de cura, de sangue na veia

Bate o peito com pressa

Bate a pressa com preguiça

“Para tudo, não é essa

A corda da vida que a vela iça”

Navegue longe e com paz

Ou por perto, sim senhor

Vale muito ser sagaz

Vale tudo com amor

Não trema por mudar

Um dia preto outro branco

A vida é pra rir e pra chorar

Contar mentira e pra ser franco

Pois só Deus pra ser perfeito

A gente é carne erra e vai

Para tudo há um jeito

E só pode entrar aquele que sai

Cicatriza o coração

Cicatriza o fundo corte

Segura firme a emoção

E que nunca falte sorte

Se ainda há um vão

Siga buscando o norte

Só com “procuração”

Achamos lugar de aporte

Então bora, meu irmão

Um ao outro somos suporte

Nessa vida doida tão

Ainda melhor que a morte

Pois que morto sangra não

E só levanta quem é forte.

Publicado por

RDS

Jornalista, escritor, metido a poeta e comediante. Adorador de filmes e livros, quem sabe um filósofo desocupado. Romântico incorrigível. Um menino que começou a ter barba. Filho de italianos, mas brasileiro. Emotivo, sarcástico e crítico, mas só às vezes.

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