“Não” à massa que aturde

Da série Poemas contra o fim do mundo. Lirismo para nos salvar da maldade, da ansiedade, do medo e, muitas vezes, de nós mesmos.

#poemascontraofimdomundo

De tanta coisa que não vale nada,

Fica na história o que repararam pouco

Mais vale o olhar com a voz calada

Que o barulho do grito voraz e louco

De imensa massa que agita e espanta

Que aturde, incomoda e bate o pé

Por dentro são poucos os que encantam

Muitos dizem, mas mínimos os que vivem na fé

Pois nem sempre lotado é cheio

Nem silencioso é vazio

Quem se faz todo às vezes é só meio

E quem berra que é mar, talvez nem seja rio

Encontre a paz no imo, em si

Não no outro ou lá fora

Porque quem motiva é mais “aqui”

E um tanto de hoje e no infinito agora

A solidão de uma cidade grande,

A multidão dentro de uma pessoa.

A hora chegada de dizer: “avante”.

E o eco da vida que em meu peito ressoa

Pois que ressoe em você sua própria voz

E não a repetição da pressa do mundo

Viver é junto e também a sós

No sorriso por fora e no fitar profundo!

Publicado por

RDS

Jornalista, escritor, metido a poeta e comediante. Adorador de filmes e livros, quem sabe um filósofo desocupado. Romântico incorrigível. Um menino que começou a ter barba. Filho de italianos, mas brasileiro. Emotivo, sarcástico e crítico, mas só às vezes.

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