Meu véio

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Na dança contínua da vida
Bailamos trôpegos e errantes
Quando jovens, na lida.
E à frente, entre decisões e amantes

Na infância, custamos a admitir
E nos esquivamos de seus conselhos
Para depois voltar e concluir
Que os queremos como espelhos

Passamos tempo demais
Tentando encontrar outros heróis
E basta olhar para nossos pais
E saber que sempre estiveram junto a nós

Daí crescemos e fingimos maturidade
Como se soubéssemos o que fazer
E mesmo nessa meia idade
A vontade é deixá-los a tudo responder

Mesmo entendendo que são como a gente,
Que arriscam, erram e apostam cegamente
Com eles ao lado é “Bola pra frente”
Segue o jogo da vida, não perturbe sua mente

Porto seguro pelo nosso sentir
Abraço carinhoso nas idas e vindas
Papo gostoso que queremos ouvir,
Com uma breja, no fim de uma tarde linda

E esse texto é um disfarce
De quem só queria dizer obrigado,
Perto, Longe ou face a face,
Por tudo na vida, em tê-lo a meu lado

Podemos mostrar marra
Mas o amor é maior que o lamento
Bora segurar a barra
E lembrar dos bons e maus momentos

Pois contigo dá para enfrentar
Você ensinou direito
Fecha a cara, espreme o olhar
Porque pra tudo na vida dá-se um jeito

Adversidade é moleza
Ninguém é bravo pra nós o bastante
Ganhe no sorriso ou na firmeza
E no peito um só é importante…

É quem levanta quando cai
Sorri quando era “ai”
Entra quando era “sai”
E era menino, mas virou pai!

Pois mesmo que vamos longe e mais além
Há algo que não muda nessa dança
Aquele cara perto de quem
Sempre nos sentiremos criança

Valeu, véio!

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Publicado por

RDS

Jornalista, escritor, metido a poeta e comediante. Adorador de filmes e livros, quem sabe um filósofo desocupado. Romântico incorrigível. Um menino que começou a ter barba. Filho de italianos, mas brasileiro. Emotivo, sarcástico e crítico, mas só às vezes.

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