Hoje eu completo 6 anos de Mackenzie, desde que entrei na comunicação do Instituto Presbiteriano Mackenzie. Eu pensei em várias maneiras de escrever um texto para celebrar e registrar esse dia – porque eu sempre escrevo um texto, independentemente se está acontecendo alguma coisa na minha vida ou se estou inventando histórias.
E é difícil capturar 6 anos em apenas algumas palavras ou tentando não se estender demais. O que é uma luta contínua minha, a obrigação de não ser prolixo com tantas palavras querendo aparecer.
Decidi, então, começar pela curiosidade, meu ponto de partida. Sim, curiosidade porque é curioso que hoje é a segunda vez que essa expressão aparece para mim em contextos diferentes. Acho que a melhor maneira de descrever esses 6 anos aqui no Mackenzie é: um projeto coletivo.
É um projeto coletivo porque, obviamente, não depende só de mim nem de outra pessoa, mas sim de um grupo de pessoas. É um projeto coletivo porque, quando a gente fala em projeto, ele aponta para algo futuro. E pensar em futuro, ter novas perspectivas, é algo que nos faz bem. E pensar isso juntos, saber que não há um futuro sozinho, egoísta ou algo do tipo, é melhor ainda. Porque nada se constrói sozinho. E mesmo quando você constrói algo sozinho (ou que acredita ter feito sozinho), lá na frente você percebe que aquele propósito que você imaginava ser grande era, na verdade, pequeno demais. Porque é pequeno o que fazemos apenas da perspectiva do nosso umbigo.
Por esses anos, naturalmente, quero agradecer por todas as pessoas que passaram pela minha vida. Claro que algumas se foram no sentido de parar de trabalharmos juntos, deixaram de ser colegas, né? Mas isso não significa que essas pessoas saíram da minha vida. Pelo contrário, me permitiram acumular grandes bagagens, assim como eu costumo acumular pela vida: são amigos, momentos, experiências…
Claro que tem muito choro envolvido também, seja porque quando a gente vive no mundo profissional, a gente também vive o mundo pessoal. E a gente é um pouco disso, um misto de emoções. Seja porque tem momentos de alegria, de aflições, de medo. Afinal, nesse período todo, continuei sendo humano, eu continuei sendo o Renan.
No entanto, sou uma pessoa diferente, uma pessoa com mais pessoas que me compõem, uma pessoa que trabalha mais em equipe, uma pessoa que gosta mais de pessoas, talvez. Não que isso não exija nenhum esforço, pelo contrário, exige, e bastante. Mas eu sou hoje, acredito, uma pessoa mais disposta a trabalhos coletivos, a trabalhos que envolvam os diferentes, porque é isso que tem me ajudado a pensar cada vez mais.
É um pouquinho além, um pouquinho de projeto, que aponta para um pouco mais de futuro. Olhando o futuro, olhando perspectivas diferentes, tentando fazer algo não só pra mim, mas que fique pra outras pessoas e que impacte a vida de outras pessoas.
Hoje, falar e agradecer por esse projeto coletivo é algo que faz muito sentido para mim. Pois, fazendo isso, reconheço meu tempo e crescimento nessa casa. Reconheço e relembro os momentos vividos, a importância dos colegas, dos líderes e dos amigos que formamos.
E o melhor de tudo, mesmo sendo um Renan diferente, carrego ainda em mim tudo que veio antes, pois não preciso deixar de ser eu mesmo para que possa me deixar compor um pouco mais.
Sigo sorrindo de um jeito, às vezes, bobo, mas um bobo que não é inocente, mas sim que, mesmo entendendo as coisas ao meu redor, ainda vê descobertas e se surpreende com momentos e pessoas.
*A foto em destaque foi a primeira que tirei quando comecei a trabalhar aqui, no auditório Ruy Barbosa vazio.

Deixe um comentário