Fez tudo e voltou em fragilidade
Deu ordem aos elementos e os convocou do nada
Era puro poder que se fez cordeiro em cordialidade
Eterno que veio para história e mudou nossa jornada
O choro da criança que anunciou o céu
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O choro da criança que anunciou o céu
Abrindo portas e dando condição
Aos tão pequenos homens levantou o véu
Imerecida graça e favor para rendição.
Deu palavra, deu amor, deu de si e a si mesmo
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Deu palavra, deu amor, deu de si e a si mesmo
Contou do que foi, do que é e o que será
Fosse no templo ou no deserto quaresmo
Foi fiel, não se enganou e nem se enganará
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É doce no esquecer de nossas faltas
No olhar acolhedor que entende a fraqueza
É firme no repreender aquele que exalta
O falso ídolo que traz dor, egoísmo e avareza
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Abraça em perdão, ponte em nosso favor
Sorri, se alegra e mostra o que é orar em fé
Caminho para o verdadeiro Senhor
É sinal e verdade daquele que eternamente é
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Nasceu, viveu, se deu e ao céu voltou
Prometeu nos buscar, pois vivo está
Tão doce conselheiro e sopro nos deixou
Temos o espírito de amor enquanto ele está lá
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Aqui, lá, em todo lugar e acerca
Preparando a nós eterna morada
Presença viva para que a gente não se perca
Gemido de louvor na garganta apertada
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Cantem, pois, os anjos em alta voz
Paz na terra a quem aguardou o príncipe da paz
Celebramos o memorial da bendita noite entre vós
Choramos de alegria por aquele que tudo fez e faz
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Que singelas palavras soem como profecia
Como uma oração, uma contrição em ato
Um agradecimento sincero de quem só queria
Lembrar que ele disse: eis que estou à porta e bato
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Findo os versos em lágrimas sorrindo
Como os pastores do campo, em exaltação tal
Pois que Jesus veio e está vindo
Só nos resta agradecer e se alegrar em um Feliz Natal!

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